DISCOGRAFIA

2016 • Coqueiro Verde • Produzido por Donatinho

FOtOs

Fotos: Gabi Amorim

DANCE COM SEU INIMIGO

POR PEDRO SÓ

Dez faixas, pouco menos de quarenta minutos e fica claro: temos uma voz. Uma voz com estilo, personalidade e ideias, para além do charme do timbre “meio antigo”. Uma voz com olhar – sensível, irônico, olhar de cronista atenta às urgências e carências dos relacionamentos e dos não-relacionamentos contemporâneos.

Depois da estreia com Tempo, em 2012, a artista que se revela neste segundo álbum, Dance com seu Inimigo, vem com pacote completo. A produção, os arranjos e as escolhas musicais de Donatinho sublinham a assinatura de Julia Bosco, fazendo acenos oitentistas que funcionam como pontes multigeracionais (afinal, os anos 80 foram viagens diferentes para cada turma – e mais diferentes ainda para quem nasceu depois do fim deles).

Por sua vez, o repertório, ancorado em oito composições inéditas (cinco co-escritas por Julia, outras pinçadas de amigos e pessoas com quem tem afinidade – “gente que me frequenta”, como ela bem resume), delimita com coerência um universo pop brasileiro que é totalmente deste milênio.

Julia chamou Donatinho para produzir já com um conceito na cabeça, interessada no toque vintage analógico do produtor e tecladista carioca. A parceria deu em casamento, retomando uma história antiga entre os dois. Um pouco disso está contado em uma das parcerias do casal, a terna “Cada dia, um dia”, com o arranjo para quarteto de cordas dialogando com a voz até o fade: “Dá vontade de chorar”… Leia mais »

DANCE COM SEU INIMIGO

POR PEDRO SÓ

Dez faixas, pouco menos de quarenta minutos e fica claro: temos uma voz. Uma voz com estilo, personalidade e ideias, para além do charme do timbre “meio antigo”. Uma voz com olhar – sensível, irônico, olhar de cronista atenta às urgências e carências dos relacionamentos e dos não-relacionamentos contemporâneos.

Depois da estreia com Tempo, em 2012, a artista que se revela neste segundo álbum, Dance com seu Inimigo, vem com pacote completo. A produção, os arranjos e as escolhas musicais de Donatinho sublinham a assinatura de Julia Bosco, fazendo acenos oitentistas que funcionam como pontes multigeracionais (afinal, os anos 80 foram viagens diferentes para cada turma – e mais diferentes ainda para quem nasceu depois do fim deles).

Por sua vez, o repertório, ancorado em oito composições inéditas (cinco co-escritas por Julia, outras pinçadas de amigos e pessoas com quem tem afinidade – “gente que me frequenta”, como ela bem resume), delimita com coerência um universo pop brasileiro que é totalmente deste milênio.

Julia chamou Donatinho para produzir já com um conceito na cabeça, interessada no toque vintage analógico do produtor e tecladista carioca. A parceria deu em casamento, retomando uma história antiga entre os dois. Um pouco disso está contado em uma das parcerias do casal, a terna “Cada dia, um dia”, com o arranjo para quarteto de cordas dialogando com a voz até o fade: “Dá vontade de chorar”… Leia mais »

DANCE COM
SEU INIMIGO

POR PEDRO SÓ

Dez faixas, pouco menos de quarenta minutos e fica claro: temos uma voz. Uma voz com estilo, personalidade e ideias, para além do charme do timbre “meio antigo”. Uma voz com olhar – sensível, irônico, olhar de cronista atenta às urgências e carências dos relacionamentos e dos não-relacionamentos contemporâneos.

Depois da estreia com Tempo, em 2012, a artista que se revela neste segundo álbum, Dance com seu Inimigo, vem com pacote completo. A produção, os arranjos e as escolhas musicais de Donatinho sublinham a assinatura de Julia Bosco, fazendo acenos oitentistas que funcionam como pontes multigeracionais (afinal, os anos 80 foram viagens diferentes para cada turma – e mais diferentes ainda para quem nasceu depois do fim deles).

Por sua vez, o repertório, ancorado em oito composições inéditas (cinco co-escritas por Julia, outras pinçadas de amigos e pessoas com quem tem afinidade – “gente que me frequenta”, como ela bem resume), delimita com coerência um universo pop brasileiro que é totalmente deste milênio.

Julia chamou Donatinho para produzir já com um conceito na cabeça, interessada no toque vintage analógico do produtor e tecladista carioca. A parceria deu em casamento, retomando uma história antiga entre os dois. Um pouco disso está contado em uma das parcerias do casal, a terna “Cada dia, um dia”, com o arranjo para quarteto de cordas dialogando com a voz até o fade: “Dá vontade de chorar”… Leia mais »

AFOrisMOs & dEsAFOros

06/09/2016

Não visto seus padrões

Minha amiga Ana Paula veio perguntar sobre o figurino desse novo show, e eu achei bacana aproveitar o gancho para falar um pouquinho sobre isso. Eu fui gordinha a vida inteira. Em alguns momentos muito, em outros menos. Esse é um dos raros momento menos. Tenho 1,72 de altura e estou pesando 82kg. Dois quilos a mais que o mês anterior, porque vida de gordo é assim, muda o tempo…

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05/09/2016

O sorvete, meu pai & a Belina

Era divertido ser criança na minha época. Meu pai tinha uma Belina branca, a placa era OT 6888, nunca me esqueci. Ele me levava para tomar sorvete de milho verde na Babuska e eu ia no porta-malas. Às vezes chamava as amigas do prédio: Karine ou Ana Paula, ou Christiana, a Kiki. Mas, geralmente, íamos só os dois mesmo. Não tinha problema a gente andar no porta-malas em milnovecentoseoitentepouco. Na…

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04/09/2016

Memória

A foto em si já apresentava alguns sinais do desequilíbrio da relação. Fora tirada pelo ex-amigo, aqui em questão, e por ele escolhida entre muitas. Não havia, dos três em cena, uma outra pessoa visualmente focada no registro, que não fosse ele e apenas ele. Isso resume um pouco de tudo. Foco. Esse foi um dos problemas. Excesso de foco nas falsas aparências, excesso de peso nas falsas amizades, excesso…

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